sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Residentes, sob susto, preparam-se para o Ciclone Eloise, que se aproxima de Moçambique (English/Portuguese)

 

 

 

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Frightened Residents Brace as Cyclone Eloise Approaches Mozambique

22 January 2021

Beira — Roughly 160 International Organization for Migration (IOM) staff in central Mozambique are working to prepare local communities for the imminent arrival of Cyclone Eloise, which is currently packing winds of at least 150 km/h.

"The people are scared," said Cesaltino Vilanculo, an IOM Mobile team leader in the provincial capital Beira, who helped hundreds of families evacuate from flooded communities and unsafe temporary settlements to accommodation centers.

"The water is rising in their zones and people are frightened, bracing for yet another storm."  

Eloise is expected to make landfall in Beira late Friday or early Saturday. By mid-afternoon today shops across the city have closed and already flooded streets have emptied.

IOM personnel will be ready to respond immediately with specialists in camp coordination and management, shelter, the distribution of non-food items, health and protection services and data mapping under IOM's Displacement Tracking Matrix (DTM).

The Port of Beira is set to close on Friday for a period of about 40 hours in expectation of dangerous winds and rain from the afternoon of 22 January through the morning of 24 January. Beira is the main entry point for goods bound for north coastal Mozambique.

A limited supply of emergency non-food items have been stockpiled in Beira, including tarps and water tanks, however, as IOM is actively responding to the crisis across Northern Mozambique, resources are stretched.

At the same time, over 900 people are already displaced in Beira City due to recent heavy rains and the impact of Tropical Storm Chalane, which hit nearby Sofala Province on 30 December.

"The government is working, identifying the safe places to bring the people who are most vulnerable," explained Aida Temba, a protection project assistant with IOM Mozambique. "The rain is coming, and the water is rising and it's not easy to reach all the people who need assistance. But we do our best to respond."

Hundreds of families were evacuated to two accommodation centres, sheltered in tents provided by Mozambique's National Institute for Disaster Management and Risk Reduction (INGD). One accommodation center was today closed, in favor of moving families to schools, which provide more stable structure. Those families' needs include food, potable water, hygiene kits and soap.

IOM Mozambique also has reported that due to heavy rainfall and the discharge of water from the Chicamba dam and the Mavuzi reservoir—both in the Buzi District west of Beira—over 19,000 people have been affected and hundreds are being moved to accommodation centers. Their needs include food, hygiene kits, and COVID-19 prevention materials.

IOM staff are supporting the Government of Mozambique with the movements in both Beira and Buzi and are actively working to improve drainage ways in resettlement sites in preparation for further rains.

IOM's DTM, working jointly with Mozambique's INGD, is poised to produce a report on displacement and damages within the first 72 hours of the cyclone's arrival.

Tropical storms historically are common in these early months of rainy season. Cyclone Idai struck the country in March 2019. It is considered one of the worst tropical cyclones to hit Africa on record, claiming hundreds of lives, and affecting three million people across wide swaths of Mozambique, Madagascar, Malawi and Zimbabwe. A second powerful storm, Cyclone Kenneth, hit Mozambique just weeks later.

Total property damages from Cyclone Idai have been estimated at some USD 2.2 billion. Almost two years later, roughly 100,000 people remain in resettlement sites, which were battered by the recent rains.

For more information please contact:  

Sandra Black in IOM Mozambique, Tel: +258 852 162 278, Email: sblack@iom.int 

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Residentes, sob susto, preparam-se para o Ciclone Eloise, que se aproxima de Moçambique

22 de janeiro de 2021

Beira - Cerca de 160 funcionários da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no centro de Moçambique estão a trabalhar para preparar as comunidades locais para a chegada iminente do Ciclone Eloise, que está actualmente a trazer ventos de pelo menos 150 km/h.

"O povo está assustado", disse Cesaltino Vilanculo, um líder da equipa móvel da OIM na capital provincial da Beira, que ajudou centenas de famílias a se evacuarem das comunidades inundadas com destino a dois centros de acolhimento.

"A água está a subir na região onde residem e as pessoas estão assustadas, preparando-se para mais uma tempestade".

Está previsto que o Ciclone Eloise atinja Beira no final do dia de sexta-feira ou na manhã de sábado. A meio da tarde de hoje as lojas da cidade já se encontravam fechadas, as ruas estão inundadas e vazias.

O staff da OIM estará pronto a responder imediatamente com especialistas em coordenação e gestão de campos, abrigo, distribuição de artigos não alimentares, serviços de saúde e protecção e mapeamento de dados sob a Matriz de Rastreio de Deslocações (DTM) da OIM.

O Porto da Beira deverá fechar na sexta-feira por um período de cerca de 40 horas na expectativa de ventos perigosos e chuva desde a tarde de 22 de Janeiro até à manhã de 24 de Janeiro. Beira é o principal ponto de entrada de mercadorias com destino à costa norte de Moçambique.

Um fornecimento limitado de artigos não alimentares de emergência tinha sido armazenado na Beira, incluindo lonas e tanques de água. No entanto, os recursos estão esgotados, uma vez que a OIM tem vindo a responder activamente à crise em todo o Norte de Moçambique.

Paralelamente, mais de 900 pessoas encontram-se deslocadas na cidade da Beira devido às recentes chuvas fortes e ao impacto do Ciclone Chalane, que atingiu a província vizinha de Sofala a 30 de Dezembro.

"O governo está a actuar, identificando os locais seguros para trazer as pessoas mais vulneráveis", explicou Aida Temba, assistente do projecto de protecção da OIM Moçambique. "A chuva está a chegar, a água está a subir e não é fácil alcançar todas as pessoas que precisam de assistência, mas nós fazemos o nosso melhor para dar apoio".

Centenas de famílias foram evacuadas para dois centros de acolhimento, abrigadas em tendas fornecidas pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) de Moçambique. Um centro de acolhimento foi hoje fechado, devido a deslocação de agregados familiares para as escolas, o que proporciona uma estrutura mais estável. As necessidades dessas famílias incluem alimentação, água potável, kits de higiene e sabão. 

A OIM Moçambique também relatou que devido às chuvas fortes e à descarga de água da barragem de Chicamba e do reservatório de Mavuzi - ambos no distrito de Buzi a oeste da Beira, mais de 19.000 pessoas foram afectadas e centenas estão a ser deslocadas para centros de acolhimento. As suas necessidades incluem alimentos, kits de higiene, e materiais de prevenção COVID-19.

O staff da OIM está a apoiar o Governo de Moçambique com as deslocações, tanto na Beira como em Buzi e a trabalhar activamente para melhorar as formas de drenagem nos locais de reassentamento, em preparação para mais chuvas.

O departamento DTM da OIM, em colaboração com o INGD de Moçambique, está pronto a produzir um relatório sobre deslocações e danos nas primeiras 72 horas após a chegada da tempestade.

Ciclones são historicamente comuns nestes primeiros meses da estação das chuvas. O ciclone Idai atingiu o país em Março de 2019. É considerado um dos piores ciclones tropicais a atingir a África de que há registo, causando centenas de mortes e afectando três milhões de pessoas em vastas regiões de Moçambique, Madagáscar, Malawi e Zimbabue. Apenas semanas depois, uma segunda tempestade poderosa, o ciclone Kenneth, atingiu Moçambique.

Os danos patrimoniais totais do ciclone Idai foram estimados a cerca de 2,2 mil milhões de dólares. Quase dois anos mais tarde, cerca de 100.000 pessoas permanecem em locais de reassentamento, que também foram danificados pelas chuvas recentes.

Para mais informações, por favor contacte:
Sandra Black, na OIM Moçambique. Tel. +258 852 162 278  Email: sblack@iom.int

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