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Xipalapala – A plataforma online para troca de mensagens e conteúdos da comunidade vence o primeiro prémio da Moztech
MAPUTO, Moçambique, 16 de Maio de 2019 – A plataforma Xipalapala, que serve para partilha online de mensagens para rádios comunitárias, foi distinguida com o primeiro lugar no business startup challenge, uma competição de novas ideias e iniciativas de negócios. A premiação teve lugar na 6ª edição da feira de tecnologia moçambicana, Moztech, que decorreu, de 15 a 17 de Maio, na Arena 3D da Katembe sob o tema "Transformação Digital – Desafios para uma Nova Era". O Xipalapala é uma plataforma digital desenvolvida pela h2n para eliminar intermediários e facilitar o contacto entre empresas e rádios comunitárias, que normalmente buscam potenciais anunciantes. Entre eles, organizações comerciais e ONG's que desejam divulgar anúncios e mensagens de utilidade pública, através da rede de rádios comunitárias do país. Por meio de uma interface fácil de usar, o Xipalapala resolve o problema das rádios comunitárias que chegam a clientes distantes e anunciantes que necessitam de se conectar a uma rede distinta de estações radiofónicas localizadas em vários distritos. O processo de premiação, na Moztech, consistiu em apresentações e lançamentos de projectos, onde 30 ideias de negócio que foram permitidas na competição apuraram apenas cinco finalistas, dos quais o Xipalapala sagrou-se campeão na noite passada. "Estamos muito animados por vencer esta competição" disse Agostinho Uanicela, um dos desenvolvedores da h2n que trabalha na plataforma Xipalapala. "Isso mostra que a inovação tecnológica pode desempenhar um papel crucial no desenvolvimento e partilha de informações para fins sociais", concluiu Uanicela. A h2n é uma ONG moçambicana focada na comunicação comunitária, rádio e vídeo comunitário, geração de demanda, mobilização social, defesa estratégica e engajamento online para mudanças sociais e de comportamento.
Agostinho Uanicela fazendo um discurso sobre a plataforma online, Xipalapala da h2n, durante o desafio comercial da Moztech.
Jornalistas desenvolvem reportagens sobre gestão de saneamento do meio para prevenção de doenças
NAMPULA, Moçambique, 16 de Maio de 2019 - Seis (6) jornalistas das Rádios Comunitárias (RCs) parceiras da h2n em Nampula, estão a desenvolver reportagens sobre saneamento do meio. A actividade visa influenciar as comunidades na mudança de comportamento em relação a gestão de lixo doméstico, construção de latrinas e uso de redes mosquiteiras, de modo a prevenirem-se de doenças diarreicas e da malária. Os jornalistas entendem que parte das doenças que a comunidade contrai, resultam de atitudes indesejadas na gestão de lixo e manipulação de dejectos. Em Nacala-Porto, Ludwig Agostinho, jornalista da Rádio Watana, aponta que em alguns bairros daquela cidade, sobretudo Ontupaia e Mathapue, o lixo chega a invadir vias de acesso e casas. Os moradores depositam o lixo em locais impróprios, por exemplo, fora dos contentores previamente indicados pelo conselho autárquico. Amuri Benjamim, jornalista da Rádio Ehale em Naca-à-Velha, compreende que os casos frequentes de malária que culminam em mortes sobretudo de crianças, estão associados ao uso incorrecto de redes mosquiteiras “existem famílias que usam a rede mosquiteira, para proteger as plantas e outros usam de esteira para secar produtos agrícolas” explicou o jornalista. Outro fenómeno que preocupa estes jornalistas é a prática de fecalismo à céu aberto nas praias. Para Leonel Leonardo, jornalista da Rádio Parapato em Angoche, os residentes da urbe “não possuem latrinas nas suas casas. Uma minoria dos moradores que possui, simplesmente, não usa. Prefere satisfazer as necessidades fisiológicas na praia”. Está-se diante de problemas culturais que os jornalistas buscam criar mecanismos para reduzir seu impacto na comunidade através da realização de programas radiofónicos. Os jornalistas foram formados, em Março, em matérias de Comunicação para Mudança de Comportamento Social (SBCC, sigla em inglês). O treinamento, organizado pela h2n, enquadra-se no âmbito da implementação do Projecto das Rádios Comunitárias (CRP).
Fotos 1 e 2: Imagens captadas nos bairros Ontupaia e Muthapue, em Nacala-Porto, ilustrando a intransitabilidade das vias de acesso, acção protagonizada pelos moradores.
Fotos 3 e 4: Imagens tiradas nos bairros Massingirini e Carapta, em Nacala-à-Velha, ilustrando o uso incorrecto da rede mosquiteira de distribuição gratuita.
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Mini-documentários apresentam os heróis desconhecidos do Ciclone Idai – Sábado, na STV (11:30h) e, Domingo, na TIM (19:00h)
MAPUTO, Moçambique, 9 de Maio de 2019 - Quando o ciclone Idai devastou a zona centro, a 14 de Março, os cidadãos da Beira e de outras zonas circunvizinhas foram esmagadas pela ferocidade de uma tempestade sem precedentes, tendo destruído grandes áreas ao longo do corredor da Beira. Como se viu globalmente pela televisão, casas e estradas foram devastadas, 1300 quilómetros quadrados de áreas inundadas e milhares de pessoas foram deslocadas. A comunidade internacional (incluindo vários governos), as autoridades nacionais e a sociedade civil responderam oferecendo apoio de emergência. Mas muitos cidadãos anónimos mostraram, também, extraordinária resiliência e disposição para ajudar os seus vizinhos na hora da aflição. Esses cidadãos mostraram o espírito do país e provaram que as pessoas continuam a superar-se diante dos desafios. Com financiamento da Embaixada dos Estados Unidos da América, a Mídia Lab produziu uma série de pequenos documentários reportando as histórias destes heróis desconhecidos: o enfermeiro que ajudou a dar à luz um bebé enquanto a tempestade acontecia; a organização que enviou um barco para Buzi de modo a resgatar pessoas isoladas; o missionário em Nhamatanda que salvou centenas de pessoas que foram surpreendidas por inundações e correntes de água violentas, amarrando uma corda de 100 metros para guiar as pessoas (de um ponto para o outro) de forma segura. Voluntários de Maputo e de outros locais mobilizaram-se para recolher e fornecer ajuda de emergência de cidadão a cidadão.
Móises António, de Nhamatanda, em frente a moldura da porta, que é o único elemento que restou da sua casa.