quinta-feira, 31 de março de 2016

NOTICIÁRIO: Luísa Diogo explica aos futuros jornalistas o sistema de economia de mercado e o papel do Estado

Luísa Diogo explica aos futuros jornalistas o sistema de economia de mercado e o papel do Estado


MAPUTO, Moçambique, 31 de Março de 2016 - A economista e PCA do Barclays, Luísa Diogo, disse, há momentos, a um grupo de jornalistas-estagiários e membros da TV Surdo que, para a economia de um estado funcionar, é preciso que haja (1) ambiente favorável, (2) Capital e (3) recursos humanos. Diogo falava numa conferencia de imprensa, um evento no qual os jornalistas-estagiários do Mídia Lab interagem com jornalistas experientes, actores políticos, governo, diplomatas, partidários e sociedade civil, tendo como objectivo saber como funcionam os seus sectores. Na ocasião, a dirigente disse aos jornalistas que a economia de mercado em Moçambique está a funcionar, mas o capitalismo não está a desenvolver de forma plena e sustentável. ''O Estado está a exercer o seu papel com responsabilidade, mas ainda não sofisticou a sua influência e o seu papel na economia, para fazer com que as forças do mercado cumpram o seu dever e que a iniciativa individual de cada um possa acontecer'', disse.  A conferencista encorajou os estagiários pelo trabalho e disse que ninguém tem poder sobre os jornalistas. Ela falou ainda dos desafios de pagamento da dívida externa; da tensão político-militar; da história evolutiva e de estruturação da economia moçambicana e sobre a necessidade de partilhar as responsabilidades para o progresso do país.  ''Agora tenho mais elementos para analisar e escrever sobre a questão da dívida de um Estado para o outro Estado, ou de um Estado para o sector privado'', disse Patrício Manjate, jornalista-estagiário. Diogo  foi primeira mulher a ocupar a cadeira  de primeira-ministra de Moçambique e já ganhou uma reputação como reformista e uma mulher experiente de negócios. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional e implementado pela IREX.


Ilídia Alberto, jornalista-estagiária, entrevistando Luísa Diogo.


​Foto família (jornalistas-estagiários e membros da TV Surdo, junto da Luísa Diogo)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Vídeo noticiário: IREX lança Guia de Boas Práticas Jornalísticas na Cobertura da Violência Baseada no Género

Vídeo noticiário: IREX lança Guia de Boas Práticas Jornalísticas na Cobertura da Violência Baseada no Género 

 

Veja o vídeo do lançamento: https://www.youtube.com/watch?v=7Cgc9OBD_18

Faça download: https://goo.gl/HwY3SP

 

O guia apresenta aspectos-chaves como a segurança, confidencialidade, uso de imagens, abordagens das matérias, aspectos legais e mecanismos de referência para aqueles que podem ser vítimas de violência. O guia foi desenvolvido com o apoio dos jornalistas e organizações da sociedade civil. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e implementado pela IREX.

quinta-feira, 24 de março de 2016

NOTICIÁRIO: Dean Pittman, embaixador dos EUA, estimula envolvimento de jovens no jornalismo

Dean Pittman, embaixador dos EUA, estimula envolvimento de jovens no jornalismo

 

MAPUTO, Moçambique, 24 de Março de 2016 - ''É preciso confrontar, cruzar, contextualizar e equilibrar as perspectivas''. É  com este pensamento que o embaixador dos EUA, Dean Pittman, considera que o jornalista pode ser mais interventivo e efectivo, cumprindo a sua função com responsabilidade, na sociedade. Pittman falava na manhã de hoje, numa conferência de imprensa com os jornalistas-estagiários do Programa Para Fortalecimento da Mídia (MSP), no escritório da IREX. Ele respondeu às diversas perguntas dos estagiários, sobre as mudanças climáticas; direitos humanos; saúde, educação e género. Na ocasião, os futuros jornalistas ficaram a saber que a saúde é a área mais prioritária dos EUA, para Moçambique, e, para ela, há 400 milhões de dólares para responder aos desafios do sector. ''Interagir com um embaixador, que já foi jornalista e voluntário do Corpo da Paz, é bastante motivador, não só porque ficamos a saber dos planos e políticas dos EUA para com Moçambique, como também aprendemos muito sobre jornalismo'', disse Magda Mendonça, jornalista-estagiária. O Ciclo de Conferências de Imprensa é um evento no qual os jornalistas-estagiários do Mídia Lab interagem com jornalistas experientes, actores políticos, governo, diplomatas, partidários e sociedade civil, tendo como objectivo saber como funcionam os seus sectores. Além do Embaixador Pittman, estiveram presentes, o Director da USAID, Alex Dickie, e outros membros da diplomacia norte-americana. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional e implementado pela IREX.


Dean Pittman, E
mbaixador dos EUA.



José Mnaneira , jornalista-estagiário, entrevistando Pittman.



  Alex Dickie e outros membros da USAID que o acompanham 


Foto família, estagiários e embaixador, após a conferência de imprensa.

quarta-feira, 23 de março de 2016

IREX/MSP VÍDEO NOTICIÁRIO: Debate na Redacção - Sustentabilidade das Empresas de Mídia

Vídeo Noticiário: Debate na Redacção - Sustentabilidade das Empresas de Mídia


https://www.youtube.com/watch?v=9VlQmXQTbOA&feature=em-subs_digest


No novo formato online do debate mensal sobre questões de mídia, Arsenio Manhice, especialista da IREX, com Lorenço Jossias, do Magazine Independente e Rui de Carvalho, do Público, discutem sustentabilidade da mídia. O debate na Redacção é uma iniciativa do Programa de Fortalecimento de mídia (MSP), que é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e implementado pela IREX.



terça-feira, 22 de março de 2016

Comunicado de Imprensa: Sociedade civil discute revisão de Código de Publicidade

 

Moçambique, Maputo – 21 de Março de 2016 - No próximo dia 23 de Março, pelas 9 horas, representantes de diversas organizações de mídia reúnem-se para apresentar contribuições para a revisão do Código de Publicidade. Na reunião vai se analisar uma proposta de revisão do Decreto nº 65/2014, de 31 de Dezembro, feita pela Associação Moçambicana de Empresas de Marketing, Publicidade e Relações Públicas (AMEP).

 

A reforma do Código de Publicidade é importante se se considerar que o actual instrumento legal não responde aos desafios da comunicação social e da sociedade, de um modo geral.

 

O evento vai decorrer nas instalações da AMCS, Av. Romão Fernandes Farinha no 75, 2o andar, Cel. (+2583069433), email: amcs@tvcabo.co.mz, baixa da Cidade de Maputo. Estarão presentes gestores de associações e profissionais de mídia.

 

Nestes termos, a AMCS, na qualidade de coordenadora do evento, vem por este meio solicitar ao vosso prestigiado órgão de comunicação social o destacamento de uma equipa de reportagem para a cobertura jornalística.

 

Para mais informações, por favor, contacte:


Atenciosamente,
--
Taissone Rangeiro, Program Assistant / Assistente de Programa
Mozambique Media Strengthening Program /
Programa Para Fortalecimento da Mídia em Moçambique
IREX Mozambique / Moçambique
Av. Ho Chi Minh 1174 | Maputo | Mozambique / Moçambique
T: (+258) 21 320 090  | C: (+258) 82 62 56 162
Skype: msp-trangeiro

quinta-feira, 17 de março de 2016

NOTICIÁRIO: ​ "Se não fosse pelo programa Saber Fazer, meu filho provavelmente teria morrido"

"Se não fosse pelo programa Saber Fazer, meu filho provavelmente teria morrido"

 

MAPUTO, Moçambique, 17 de Março de 2016 - A rádio comunitária desempenha um papel fundamental na difusão de informações essenciais de saúde e nutrição para as áreas rurais. Em Nangololo, Cabo Delgado, seca e erosão têm causado muitos danos na vida das pessoas. O pequeno Paulo é o segundo filho de Regina Sabonete. Ele nasceu anêmico como consequência da alimentação inadequada, o que o fez fraco, sem sangue e doente, causando grande preocupação a mãe. Como todas as mães, Regina fez qualquer coisa para garantir a sobrevivência do filho. A mudança aconteceu quando ela ouviu o programa Saber Fazer na rádio comunitária São Francisco de Assis, que é localmente apresentado por Jonas Valerio. Foi através deste programa que Regina aprendeu a fazer papas enriquecidas, com elevado teor nutritivo, feito de amendoim, milho, batata, açúcar e moringa. Assim que Paulo começou a dieta nova e nutritiva, melhorou rapidamente a sua mioglobina e aparência. "Se não fosse pelo programa Saber Fazer, meu filho provavelmente teria morrido", explica Regina. "Eu sou grato a rádio comunitária, pelo programa, pelo jornalista, pelos especialistas convidados, pelos ouvintes, enfim, por todos". Antes, o marido da Regina não era receptivo ao que a mulher dizia, mas respeitava a informação da rádio: "a emissoara ajuda a resolver os problemas aqui em casa e é essa a razão da existência de rádios locais. Ela é rádio comunitária quando resolve efectivamente os problemas da comunidade'', disse.  O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional e implementado pela IREX.

 


Regina Sabonete com o seu filho Paulo, que nasceu anêmico. Ela aprendeu a fazer papas enriquecidas e nutrição adequada através da rádio comunitária local.

quinta-feira, 10 de março de 2016

NOTICIÁRIO: Mulheres jornalistas avaliam a sua participação e tomada de decisão na mídia

Mulheres jornalistas avaliam a sua participação e tomada de decisão na mídia

MAPUTO, Moçambique, 10 de Março de 2016 – ''Abordar a presença das mulheres nas redacções não significa apenas falar sobre dados estatísticos ou desafios. Há uma expectativa de outra ordem: a de que elas assumam que igualdade com o homem não significa reproduzir seus comportamentos, mas sim definir o seu próprio rumo''. A afirmação é da Matilde Tadeu, jornalista que falou a IREX sobre a actuação feminina no jornalismo, mais especificamente o desempenho da mulher jornalista e o lugar por ela ocupado no contexto da profissão. Neste âmbito, o Programa Para Fortalecimento da Mídia ouviu 10 mulheres jornalistas que trabalham em lugares geograficamente distantes das grandes cidades. Elas fizeram uma descrição histórica da mulher na imprensa; da igualdade de género; de emprego e de formação. Para Paula Benjamim, de Pemba, que está no jornalismo desde 1995, a presença feminina na imprensa surge mais a partir dos anos 2000, e se torna consistente a partir dos anos 2005, com premiações, privilégios, destacamentos, nomeações a cargos directivos. ''De 2010 para cá, vemos reportagens muito bem produzidas com autoria única feminina'', lembrou. Já Tânia Artur, repórter que trabalha na província de Manica, o machismo é o principal entrave para as mulheres assumirem actividades relevantes, independentemente da área.  ''A nossa profissão é reveladora, no geral, de uma classe trabalhadora basicamente masculina – muito por razão do machismo, então dominante. E isso começa nas oportunidades de formação e de emprego. Para Anabela Muimela, jornalista em Sofala, os número ou a sensação de crescimento da presença feminina no jornalismo deve ser compreendido com cautela, uma vez que, embora expressivos ou não, não indicam um cenário prioritariamente vantajoso para as mulheres. Apesar de haver crescimento, os homens ainda predominam nos postos de chefia e detêm os cargos com salários mais altos. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional e implementado pela IREX.



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Matilde Tadeu, jornalista da RTVCN - Cabo Delgado - entrevista cidadã que contraiu gravidez precoce.