terça-feira, 25 de novembro de 2014

NOTICIÁRIO: Curso internacional da ANCIR discute como usar cross examination em jornalismo investigativo

Curso internacional da ANCIR discute como usar cross examination em jornalismo investigativo

 

MAPUTO, Moçambique 26 de Novembro de 2014 - O curso internacional de investigação jornalística realizado em Maputo, ministrado pela Rede Africana de Centros para Jornalismo Investigativo (ANCIR), em parceria com o Programa Para Fortalecimento da Mídia, teve como tema da sua sua primeira sessão a técnica de cross examination. O método, usado para confrontar versões de factos, tem origem no mundo do direito e nos tribunais.  Heinrich Bohmke, director do Instituto de Perícias da África do Sul e facilitador da sessão, falou de oito princípios que devem ser usados pelos jornalistas quando abordam as fontes e estabeleceu uma linha divisória entre o que chamou de jornalismo do dia-a-dia e o investigativo. "No primeiro colocamos apenas duas questões, mas no segundo usamos uma estrutura de perguntas para extrair o máximo das fontes". Para Collins Mtika, jornalista malawiano que participa do treinamento, foi importante apreender que no cross examination "o jornalista não toma posição, apenas apresenta as alegações das fontes". A capacitação em jornalismo investigativo virado para transparência financeira, que conta com a participação de 26 jornalistas, dos quais 14 são moçambicanos, termina no dia 30 de Novembro. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX. 


Estácio Valoi, jornalista moçambicano freelance, fazendo um exercício de cruzamento de dados durante a primeira sessão   

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