Curso internacional da ANCIR discute como usar cross examination em jornalismo investigativo
MAPUTO, Moçambique 26 de Novembro de 2014 - O curso internacional de investigação jornalística realizado em Maputo, ministrado pela Rede Africana de Centros para Jornalismo Investigativo (ANCIR), em parceria com o Programa Para Fortalecimento da Mídia, teve como tema da sua sua primeira sessão a técnica de cross examination. O método, usado para confrontar versões de factos, tem origem no mundo do direito e nos tribunais. Heinrich Bohmke, director do Instituto de Perícias da África do Sul e facilitador da sessão, falou de oito princípios que devem ser usados pelos jornalistas quando abordam as fontes e estabeleceu uma linha divisória entre o que chamou de jornalismo do dia-a-dia e o investigativo. "No primeiro colocamos apenas duas questões, mas no segundo usamos uma estrutura de perguntas para extrair o máximo das fontes". Para Collins Mtika, jornalista malawiano que participa do treinamento, foi importante apreender que no cross examination "o jornalista não toma posição, apenas apresenta as alegações das fontes". A capacitação em jornalismo investigativo virado para transparência financeira, que conta com a participação de 26 jornalistas, dos quais 14 são moçambicanos, termina no dia 30 de Novembro. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
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