Jornalista traça vínculos entre diamantes e terroristas
MAPUTO, Moçambique, 28 de Novembro de 2014 – Realizou-se na IREX esta semana um workshop de seis dias sobre transparência financeira para jornalistas investigativos. Alexander Yearsly, ex-activista da organização Global Witness, partilhou com os participantes informações sobre como os diamantes brutos foram usados por grupos de rebeldes, terroristas, traficantes de drogas, branqueadores de capitais, ministros e empresas multinacionais corruptas como meio para esconder, movimentar e fazer dinheiro. "Encontrar estas ligações exigiu trabalhar com determinação e de forma meticulosa", disse Yearsley. Com a expansão das rotas de contrabando e novas descobertas de diamantes é provável que o comércio de diamantes brutos continue a crescer. " É essencial trabalhar através de redes e contactos locais para seguir o rastro de uma história", acrescentou. Yearsley alertou que trabalhar em grandes histórias como o tráfego ilegal de diamantes leva ao envolvimento emocional do repórter, dificultando o seu distanciamento. Ele também deu exemplos de como a vida das fontes, aquelas que às vezes arriscam suas vidas para ajudar a expor os fluxos ilegais de capital e os responsáveis por garantir condenações de criminosos, pode ser difícil e perigosa. Yearsley faz parte de um grupo de oito facilitadores da formação. A capacitação é o resultado do esforço conjunto da Rede Africana de Centros de Jornalismo Investigativo (ANCIR) e da IREX. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
Alexander Yearsley contando seu trabalho sobre o comércio ilegal de diamantes brutos à jornalistas presentes no workshop
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