Mulheres jornalistas mobilizam-se contra assédio e discriminação
Maputo, Moçambique, 22 de Setembro de 2016 – ''Eu já sei o que é ser assediada e espancada pelo meu próprio marido por causa do meu trabalho'', disse Tanda (nome fictício), uma das jornalistas e produtora de programas radiofónicos na região Centro de Moçambique, que com o seu trabalho, de mudança social e emancipação da mulher, vem melhorando a qualidade de vida de muitas famílias. "Dentro do meu trabalho, no Instituto de Comunicação Social (ICS), a situação também não foi fácil. Lembro quando comecei a fazer trabalhos de sonorização, dois colegas tentaram persuadir-me dizendo que iam falar com o Delegado para me substituir porque aquele trabalho não era para uma mulher'', conta a jornalista, que ainda com conhecimento sobre os seus direitos, em casa e no trabalho enfrenta desafios de afirmação e autonomia. Estas acções, de promoção da liderança feminina, enquadram-se no âmbito dos esforços do Programa Para Fortalecimento da Mídia (MSP), Instituto de Comunicação Social (ICS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para garantir equilíbrio de género e observância dos direitos das crianças. Hoje, e como resultado de sinergias, as jornalistas observam envolvimento de diferentes actores e encontram comunidades sensibilizadas sobre assuntos de género, da escola, dos hospitais, da preservação da água e dos direitos da criança''. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e implementado pela IREX.
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