terça-feira, 14 de maio de 2024

Press Release: IOM and BHA Delegation Visits Mozambique: Spotlight on Lasting Solutions for Communities Affected by Displacement

 

IOM and BHA Delegation Visits Mozambique: Spotlight on Lasting Solutions for Communities Affected by Displacement 

 

 

 

IOM and BHA representatives talk to members of communities affected by extreme weather events in Beira. Photo: Yadav Mainali / IOM 2024.

 

 

Maputo, 14 May – A delegation from the U.S. Bureau of Humanitarian Assistance (BHA) and the International Organization for Migration (IOM) Headquarters visited Mozambique to discuss and assess the needs of internally displaced persons (IDPs) in northern and central Mozambique. This visit highlights the commitment to the ongoing efforts and collaboration between IOM, BHA, and the Government of Mozambique in addressing the needs of people affected by displacement in the country. 

The delegation met with provincial and national government counterparts, and visited projects in Beira, Sofala province where with the support of Worldbank, the Post-Cyclone Reconstruction Office (GREPOC) and UN-HABITAT, IOM is implementing the Cyclone Idai and Kenneth Emergency Recovery and Resilience Project, with the aim of rebuilding 6,682 resilient houses in Beira, together with the community. The shift to this durable solution approach became feasible due to the comprehensive emergency response funded by BHA. 

"Before this training, I worked on a lot of construction sites. The resilience techniques we're learning here are crucial because previously we didn't have to deal with so many cyclones and floods. I've heard that there are going to be more and more cyclones," shares Ana Maria, a local artisan who is taking part in the resilient housing construction training.   

Mozambique, facing the triple humanitarian crisis of conflict, reoccurring disasters related to natural hazards, and the impact of COVID-19 pandemic, ranks among the top 20 countries prone to multi-hazard risks. Cyclones Idai and Kenneth devastated communities, displacing more than 160,927 people and destroying more than 240,000 homes.  In the aftermath of the cyclones and floods in central Mozambique over the last four years, affected communities have shown resilience by restarting their livelihoods and repairing homes. Many have reused rubble or local materials for construction. However, some lack resources and technical knowledge, leaving them in vulnerable conditions.   

More than 1,700 skilled artisans in Beira are receiving specialized training from IOM and UNHABITAT to lead resilient housing construction efforts. "In the training, we learn about the types of materials we need to use, such as stronger blocks and supports," explains Ana Maria.   

Federico Soda, Director, IOM Department of Humanitarian Response and Recovery said during the visit: “The initiatives we witnessed in Beira are crucial. We must look beyond the immediate needs of IDPs, and ensure our interventions contribute to long-term stability, security, and a path to rebuild lives. Without durable solutions, IDPs may remain vulnerable to further displacement, exploitation, and humanitarian crises.” 

Furthermore, over 709,000 people have been internally displaced across 364 locations in Mozambique. Most of the displacement (76%) is due to the ongoing insecurity due to the presence of Non-State Armed Groups (NSAGs) in Northern Mozambique since 2017. While the number of returnees increased to over 623,000 in 2023, the upsurge of clashes and attacks by NSAGs and related new displacements in the first months of 2024 show that the situation remains highly volatile. 

To achieve lasting solutions put the Humanitarian Development Peace Nexus (HDPN) into action, IOM Mozambique is actively implementing an area-based approach, a strategic method of organizing and delivering integrated assistance within specific geographic areas affected by complex crises or displacement. Rather than focusing solely on individual needs or households, this approach considers the broader context and dynamics of entire communities or regions. By adopting this approach, IOM aims to address not only the immediate needs of affected populations but also the underlying factors contributing to vulnerability and displacement. This may include improving access to basic services, livelihood opportunities, and infrastructure, and promoting social cohesion and community resilience. By taking a comprehensive and community-centered approach, IOM endeavors to foster sustainable solutions that contribute to long-term recovery, stability, and development in the areas it serves. 

This engagement highlights the importance of working in tandem with the Mozambican government to ensure that the solutions provided are sustainable and considerate of the local context. The delegation’s insights will be instrumental in shaping the future direction of IOM’s initiatives in the region. 

IOM is committed to fostering partnerships and dialogue to uphold the dignity and well-being of all individuals affected by displacement in Mozambique. This includes working closely with the Government of Mozambique, international partners, and local communities. 

In 2024, IOM requires USD 58 million to support emergency and post crisis efforts in Mozambique under IOM Mozambique Crisis Response Plan. 

 

 

For more information please contact:    

Maputo: Amanda Nero, anero@iom.int    
Pretoria:  Abibo Ngandu, angandu@iom.int 

 

 

        

 

 

Uma delegação da OIM e do BHA visita Moçambique: Soluções duradouras para as comunidades afectadas pela deslocação 

 

 

 

Representantes da OIM e do BHA conversam com membros das comunidades afectadas por eventos climáticos extremos em Beira. Foto: Yadav Mainali / OIM 2024.

 

 

Maputo, 14 de Maio – Uma delegação do Gabinete de Assistência Humanitária dos EUA (BHA) e da sede da Organização Internacional para as Migrações (OIM) visitou Moçambique para discutir e avaliar as necessidades das pessoas deslocadas internamente (PDI) no norte e centro de Moçambique.  Esta visita realça o compromisso com os esforços e a colaboração em curso entre a OIM, o BHA e o Governo de Moçambique na resposta às necessidades das pessoas afectadas pela deslocação no país. 

A delegação reuniu-se com homólogos do governo provincial e nacional e visitou projectos na Beira, província de Sofala, onde, com o apoio do Banco Mundial, do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone (GREPOC) e da ONU-HABITAT, a OIM está a implementar o Projecto de Recuperação e Resiliência de Emergência dos Ciclones Idai e Kenneth, com o objectivo de reconstruir 6.682 casas resilientes na Beira, com a participação da comunidade. A adopção desta abordagem de solução duradoura tornou-se viável devido à resposta de emergência abrangente financiada pelo BHA. 

“Antes desta formação, trabalhei em muitos estaleiros de construção. As técnicas de resiliência que estamos a aprender aqui são cruciais porque antes não tínhamos de lidar com tantos ciclones e inundações. Ouvi dizer que vai haver cada vez mais ciclones", partilha Ana Maria, uma artesã local que está a participar na formação em construção de habitações resilientes. 

Moçambique, que enfrenta a tripla crise humanitária provocada por conflito, desastres recorrentes relacionados com perigos naturais e o impacto da pandemia da COVID-19, está entre os 20 países mais propensos a riscos de múltiplos perigos. Os ciclones Idai e Kenneth devastaram comunidades, deslocando mais de 160 927 pessoas e destruindo mais de 240 000 casas.  Após os ciclones e as cheias no centro de Moçambique nos últimos quatro anos, as comunidades afectadas demonstraram resiliência ao retomarem as suas actividades de subsistência e ao repararem as suas próprias habitações. Muitas reutilizaram os escombros ou materiais locais para a construção. No entanto, algumas carecem de recursos e conhecimentos técnicos, o que as deixa em condições vulneráveis.   

Mais de 1.700 artesãos qualificados na Beira estão a receber formação especializada da OIM e da ONU-HABITAT para poderem construir habitações resistentes. “Na formação, aprendemos sobre os tipos de materiais que precisamos de usar, tais como blocos e suportes mais fortes”, explica Ana Maria.   

Federico Soda, Director do Departamento de Resposta Humanitária e Recuperação da OIM, afirmou durante a visita: “As iniciativas que testemunhamos na Beira são cruciais. Temos de olhar para além das necessidades imediatas dos deslocados internos e garantir que as nossas intervenções contribuem para a estabilidade e a segurança a longo prazo e para a reconstrução dos meios de subsistência. Sem soluções duradouras, as PDI podem continuar vulneráveis a novas deslocações, exploração e crises humanitárias”. 

Para além disso, mais de 709.000 pessoas foram deslocadas internamente em 364 localidades de Moçambique. A maior parte das deslocações (76%) deve-se à insegurança em curso devido à presença de Grupos Armados Não Estatais ( NSAGs) no Norte de Moçambique desde 2017. Embora o número de repatriados tenha aumentado para mais de 623 000 em 2023, o aumento dos confrontos e dos ataques dos NSAGs e as novas deslocações resultantes nos primeiros meses de 2024 mostram que a situação continua a ser altamente volátil. 

Para alcançar soluções duradouras e colocar o Nexo Desenvolvimento Humanitário e Paz (HDPN) em acção, a OIM Moçambique está a implementar activamente uma abordagem por área na região, um método estratégico de organização e prestação de assistência integrada em áreas geográficas específicas afectadas por crises complexas ou deslocamentos. Em vez de se concentrar apenas nas necessidades individuais ou nos agregados familiares, esta abordagem considera o contexto mais alargado e a dinâmica de comunidades ou regiões inteiras. Ao adoptar esta abordagem, a OIM pretende dar resposta não só às necessidades imediatas das populações afectadas, mas também aos factores subjacentes que contribuem para a vulnerabilidade e a deslocação. Isto pode incluir a melhoria do acesso a serviços básicos, oportunidades de subsistência e infra-estruturas, e a promoção da coesão social e da resiliência da comunidade. Ao adoptar uma abordagem abrangente e centrada na comunidade, a OIM procura promover soluções sustentáveis que contribuam para a reconstrução, a estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo nas áreas em que actua. 

Este compromisso realça a importância de trabalhar em conjunto com o governo Moçambicano para assegurar que as soluções fornecidas sejam sustentáveis e tenham em conta o contexto local. Os conhecimentos adquiridos pela delegação serão fundamentais para moldar a futura direcção das iniciativas da OIM na região. 

A OIM está empenhada em promover parcerias e diálogo para defender a dignidade e o bem-estar de todos os indivíduos afectados pela deslocação em Moçambique. Isto inclui trabalhar em estreita colaboração com o Governo de Moçambique, parceiros internacionais e comunidades locais. 

Para 2024, a OIM necessita de 58 milhões de dólares para apoiar os esforços a nível de emergência e pós-crise em Moçambique, no âmbito do Plano de Resposta à Crise da OIM em Moçambique

 

 

Para mais informações, por favor contacte: 

Maputo: Amanda Nero, anero@iom.int 

Pretória: Abibo Ngandu, angandu@iom.int 

 


 
       

 

 

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