- (…) "Devidamente identificados, estávamos no terreno a reportar os factos que estavam acontecer naquela manhã do dia 21. Os manifestantes estavam, pacificamente, a cantar e a exibir dísticos no local onde foram barbaramente assassinados os cidadãos Elvino Dias e Paulo Guambe quando, de repente, ouvimos o comandante da Unidade de Intervenção Rápida, a dar ordens para disparar contra as pessoas" (Fonte Protegida).
- "Estava perto dele e ouvi tudo. Ele [o comandante] foi o primeiro a disparar e os polícias seguiram. Na concentração estavam também jornalistas, mas isso não comoveu o comandante da Polícia. Sufocados pelo gás da Polícia, saímos em debandada à procura do melhor sítio para continuarmos o nosso trabalho" (Fonte Protegida).
- "Quando eram cerca das 10 horas chegou o candidato presidencial pelo PODEMOS, Venâncio Mondlane, e os jornalistas foram ao encontro dele. Durante a entrevista ouvimos estrondos no local. Eram cápsulas de gás lacrimogénio que tinham sido lançadas directamente para o sítio. Insistimos com a entrevista, mas o gás não parava de chegar. Todos saímos a correr, cada um para o seu lado à busca de segurança. Nessa fuga ouvi um estrondo e senti que algo estava mal comigo" (Fonte Protegida).
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