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Jornalista traça vínculos entre diamantes e terroristas
MAPUTO, Moçambique, 28 de Novembro de 2014 – Realizou-se na IREX esta semana um workshop de seis dias sobre transparência financeira para jornalistas investigativos. Alexander Yearsly, ex-activista da organização Global Witness, partilhou com os participantes informações sobre como os diamantes brutos foram usados por grupos de rebeldes, terroristas, traficantes de drogas, branqueadores de capitais, ministros e empresas multinacionais corruptas como meio para esconder, movimentar e fazer dinheiro. "Encontrar estas ligações exigiu trabalhar com determinação e de forma meticulosa", disse Yearsley. Com a expansão das rotas de contrabando e novas descobertas de diamantes é provável que o comércio de diamantes brutos continue a crescer. " É essencial trabalhar através de redes e contactos locais para seguir o rastro de uma história", acrescentou. Yearsley alertou que trabalhar em grandes histórias como o tráfego ilegal de diamantes leva ao envolvimento emocional do repórter, dificultando o seu distanciamento. Ele também deu exemplos de como a vida das fontes, aquelas que às vezes arriscam suas vidas para ajudar a expor os fluxos ilegais de capital e os responsáveis por garantir condenações de criminosos, pode ser difícil e perigosa. Yearsley faz parte de um grupo de oito facilitadores da formação. A capacitação é o resultado do esforço conjunto da Rede Africana de Centros de Jornalismo Investigativo (ANCIR) e da IREX. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
Alexander Yearsley contando seu trabalho sobre o comércio ilegal de diamantes brutos à jornalistas presentes no workshop
Curso internacional da ANCIR discute como usar cross examination em jornalismo investigativo
MAPUTO, Moçambique 26 de Novembro de 2014 - O curso internacional de investigação jornalística realizado em Maputo, ministrado pela Rede Africana de Centros para Jornalismo Investigativo (ANCIR), em parceria com o Programa Para Fortalecimento da Mídia, teve como tema da sua sua primeira sessão a técnica de cross examination. O método, usado para confrontar versões de factos, tem origem no mundo do direito e nos tribunais. Heinrich Bohmke, director do Instituto de Perícias da África do Sul e facilitador da sessão, falou de oito princípios que devem ser usados pelos jornalistas quando abordam as fontes e estabeleceu uma linha divisória entre o que chamou de jornalismo do dia-a-dia e o investigativo. "No primeiro colocamos apenas duas questões, mas no segundo usamos uma estrutura de perguntas para extrair o máximo das fontes". Para Collins Mtika, jornalista malawiano que participa do treinamento, foi importante apreender que no cross examination "o jornalista não toma posição, apenas apresenta as alegações das fontes". A capacitação em jornalismo investigativo virado para transparência financeira, que conta com a participação de 26 jornalistas, dos quais 14 são moçambicanos, termina no dia 30 de Novembro. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
MAPUTO, Moçambique 24 de Novembro de 2014 - "Hoje, o jornalismo não é o mesmo daquele da década de setenta", disse Gabriel Mutisse, Ministro dos Transportes e Comunicações, no Best Media Design 2014, cerimónia de premiação que decorreu no dia 20 de Novembro. "É muito mais fácil abrir uma estação de televisão, rádio ou jornal hoje. E o que o público espera [da mídia] é também muito diferente", afirmou. Mutisse elogiou o papel da mídia na contribuição do desenvolvimento do país como agente de uma mudança positiva. Ele também fez um apelo por uma acção responsável por parte dos jornalistas que devem contribuir para criar um clima de paz e colaboração. Mutisse encorajou todos os meios de comunicação a participarem da premiação do Best Media Design do próximo ano. ''O desafio da competitividade e da batalha da audiência é superável com investimento na qualidade dos próprios produtos mediáticos" disse o ministro. Na intervenção de abertura do evento, Luís Bila, director geral da ZOOM, agência organizadora do Best Media Design e representante da Society for News Design (SND), considerou que vale a pena redefinir, requalificar e tornar atrativo os jornais e revistas para competirem com a comunicação online, que vai conquistando cada vez mais a audiência do jornalismo impresso. Os prémios foram co-patrocinados pelo Programa Para Fortalecimento da Mídia, financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
Best Media Design 2014 premia cinco empresas de mídia de Moçambique
MAPUTO, Moçambique, 21 Novembro de 2014 – O concurso anual Best Media Design, que tem o objectivo de estimular a criatividade no design de jornais e revistas e a profissionalização do mercado, anunciou os vencedores da edição 2014 em uma gala no auditório da Rádio Moçambique, ontem (20). Na categoria de melhor projecto gráfico, o destacado foi O País, enquanto O País Económico recebeu uma menção honrosa para infografia. Para cartoon e ilustração, o jornal Savana recebeu menções honrosas. Na categoria melhor design de capa o vencedor foi o Canal de Moçambique. Entre as revistas, a Mais Mz foi a vencedora em três categorias: melhor cartoon, melhor Ilustração e melhor projecto gráfico. A revista Exame notabilizou-se pela melhor Infografia e melhor design de capa. A empresa de mídia homenageada foi o portal de internet Sapo. O concurso, organizado pela Zoom Publicidade & Marketing, representante da Society for News Design (SND) em Moçambique, contou com o patrocínio do Programa Para Fortalecimento da Mídia e o apoio de empresas de mídia e entidades governamentais. ''Os trabalhos dos vencedores foram largamente expostos, espero que isto sirva de aprendizagem para todos e que estimule também os que não participaram'', disse Cremildo Zandamela, representante do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC) e um dos membros do júri. Gabriel Mutisse, Ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, afirmou durante a gala que se surpreende quando pensa o quanto deve ser complexo fazer jornalismo hoje. "Os leitores estão mais exigentes", disse. O Best Media Design é uma marca da Society for News Design, entidade internacional criada em 1979 nos Estados Unidos e a mais importante quando o assunto é jornalismo visual. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
Vencedores do Best Media Design 2014 no auditório da RM.
Cresce número de mulheres formadas em gestão de mídia
MAPUTO, Moçambique, 19 Novembro de 2014 – Ao longo de um período de 15 meses cerca de 27 mulheres, de um grupo de 119 gestores de nível médio do sector de comunicação social de Moçambique, foram treinadas em práticas, técnicas e ferramentas de gestão empresarial. As formações contribuíram para ajudá-las a atender os desafios diários do mercado. O curso de Líderes Emergentes da Mídia, que é oferecido pelo Programa Para Fortalecimento da Mídia através de uma parceria com o Sol Plaatje Institute (SPI), é implementado em dois níveis: introdutório e avançado. A formação concentra-se no planeamento operacional e estratégico, gestão de pessoas, gestão financeira e no desenvolvimento de planos de negócios. "As habilidades que adquirimos aqui irão ajudar-nos a aumentar as nossas receitas operacionais", disse a irmã Justina Camilo, da Nova Rádio Paz, estação comunitária em Quelimane. A capacitação mais recente, que foi de nível avançado, teve lugar na IREX, em Maputo entre os dias 12 e 16 de Novembro. Os participantes comentaram como as lições aprendidas contribuíram para melhorar as comunicações internas e a gestão participativa, incluindo a definição de objectivos individuais e colectivos. Os inscritos nas formações são de todas as partes do país e representam a mídia impressa, radiofónica, televisiva, rádios comunitárias e mídia online. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e implementado pela IREX.
Irmã Justina Camilo, gestora da Nova Rádio Paz de Quelimane, liderando umas das sessões de trabalho prático na formação