quarta-feira, 10 de junho de 2015

NOTICIÁRIO: Mulheres da mídia discutem como protagonizar defesa dos seus direitos

Mulheres da mídia discutem como protagonizar defesa dos seus direitos

  

MAPUTO, Moçambique, 10 de Junho de 2015 - "Mesmo que existam leis, se as raparigas não forem protagonistas dificilmente conseguirão algum sucesso na carreira estudantil", disse Nacima Figia, gestora sénior do programa de educação da Save the Children". A declaração foi feita numa conferência de imprensa sobre o abuso sexual nas escolas, realizada no escritório da IREX, na semana passada. O evento reuniu jornalistas e membros de organizações da sociedade civil, com o objectivo de abordar questões de abuso sexual em ambientes escolares, advogando por mudanças. Uma questão recorrente foi a necessidade de as mulheres serem agentes de mudança nos meios de comunicação e em suas comunidades. "As mulheres não precisam de homens para falar por elas ou em seu nome", disse Mangia Macuacua, locutora da rádio e membro do Clube da Rapariga, uma iniciativa que resulta da parceria entre a Organização Nacional dos Professores (ONP) e a Save the Children. O Clube da Rapariga tem o objectivo de empoderar as mulheres na defesa dos seus próprios direitos. O abuso sexual em ambientes escolares é ilegal, com política de tolerância zero, mas ainda persistem casos em que o violador fica impune e famílias que muitas vezes não estão conscientes dos seus direitos e não sabem onde buscar ajuda. O Programa Para Fortalecimento da Mídia é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e implementado pela IREX.


Maria José Arthur, coordenadora da WLSA, fala sobre incongruências e ineficácia do despacho aprovado pelo Ministro da Educação 

 


Os participantes recomendam a implementação efectiva das clausulas do despacho porque entendem que as alunas são mais lesadas e os professores impunes.   

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