IOM unveils insights from clean energy initiative with the private sector to empower displaced communities | | | | | Francisca, who was displaced due to climate shocks in central Mozambique, is pictured with her recently built improved stove. Photo: Amanda Nero/IOM 2024 | | | | Maputo, 26 March – The International Organization for Migration (IOM) shared insights gained from a collaborative clean energy initiative with private sector partners, aiming to improve clean energy access for displaced communities. This initiative is now considered a model for collaboration between IOM and the private sector in energy solutions, with potential for replication worldwide. The discussion took place during a workshop held in Maputo, Mozambique, on 18 and 19 March. | | | Limited access to essential energy services creates challenges for internally displaced people and their host communities, making them more vulnerable to hardships and gender-based violence. The humanitarian energy sector faces difficulties in scaling up solutions due to economic barriers and perceived risks that deter private sector involvement. To tackle this issue, IOM, with support from Innovation Norway and NORCAP, partnered with private sector actors, C-Quest Capital, GreenLight Africa, Epsilon Energia Solar, and the NGO Mercy Corps. | | | A pivotal aspect of the initiative was its eco-system approach that brought all the different stakeholders together in co-designing solutions. By collecting detailed energy data in five resettlement sites where displaced families are rebuilding their lives, IOM, communities, and its private sector partners identified improved cookstoves and solar systems for productive energy use as the most effective solutions to implement. | | | “Before, we used to spend 20 meticais (about 0,30 USD) every day on firewood. But now, with this new stove we've built using materials from around here, like mud, the wood we get for 10 meticais lasts us a good 3 days,” explains Isabel Felix, a resident of Ndedja resettlement. “And the lamp too! The kids can play and study even when the full moon is not there to give us some light during the night” she adds. | | | During the workshop representatives from humanitarian, private, and public sectors, along with members of displaced communities who contributed to the project's development participated in the discussions. The event also explored new financing mechanisms to increase the adoption of sustainable energy products and services in displacement settings, including the power of carbon finance and the subsidies. | | | Currently close to one million people remain affected by displacement in Mozambique due to conflict and disasters. “Leaving displaced communities out of the energy transition is simply not an option. We all stand to benefit from a successful transition to clean energy. By ensuring these communities have access to clean energy, we not only empower them but also contribute to a more equitable and sustainable future for all,” said Sacha Nlabu, Deputy Chief of IOM’s mission in Mozambique. | | | Learn more about this initiative here. | | | | | | | Resultados da Parceria entre a OIM e o Setor Privado na Promoção de Energia Limpa para Capacitar Comunidades Deslocadas são apresentados em workshop | | | | Francisca, que foi deslocada devido a choques climáticos no centro de Moçambique, é fotografada com o seu fogão melhorado recentemente construído. Foto: Amanda Nero/OIM 2024 | | | | Maputo, 26 de Março - A Organização Internacional para as Migrações (OIM) partilhou os resultados de uma iniciativa em colaboração com parceiros do sector privado no domínio da energia limpa, com o objetivo de melhorar o acesso à energia limpa para as comunidades deslocadas. Esta iniciativa é considerada um modelo de colaboração entre a OIM e o sector privado em soluções para a energia, com potencial para ser replicada. O debate teve lugar durante um workshop realizado em Maputo, Moçambique, a 18 e 19 de Março. | | | O acesso limitado a serviços energéticos essenciais cria desafios para as pessoas deslocadas internamente e para as suas comunidades acolhedoras, tornando-as mais vulneráveis às dificuldades e à violência baseada no género. O sector humanitário enfrenta dificuldades em desenvolver soluções relacionadas à questão energética devido a barreiras económicas e à existência de riscos que impedem o envolvimento do sector privado. Para resolver esta questão, a OIM, com o apoio da Innovation Norway e da NORCAP, estabeleceu uma parceria com actores do sector privado, a C-Quest Capital, a GreenLight Africa, a Epsilon Energia Solar e a ONG Mercy Corps. | | | Um aspeto fundamental da iniciativa foi a sua abordagem ecossistêmica que juntou todas as partes interessadas na elaboração de soluções. Através da recolha de dados detalhados sobre energia em cinco locais de reassentamento onde as famílias deslocadas estão a reconstruir as suas vidas, a OIM, as comunidades e os seus parceiros do sector privado identificaram fogões melhorados e sistemas solares para utilização de energia produtiva como as soluções mais eficazes a implementar. | | | “Antes, gastávamos 20 meticais (cerca de 0,30 USD) por dia em lenha. Mas agora, com este novo fogão que construímos com materiais daqui, como o barro, a lenha que conseguimos por 10 meticais dura uns bons 3 dias”, explica Isabel Felix, uma residente do campo de reassentamento em Ndedja. “E o candeeiro também! As crianças podem brincar e estudar mesmo quando a lua cheia não está lá a dar-nos alguma luz durante a noite”, diz Isabel Felix. | | | Durante o workshop, participaram nos debates representantes dos sectores humanitário, privado e público, bem como membros das comunidades deslocadas que contribuíram para o desenvolvimento do projeto. O evento também explorou novos mecanismos de financiamento para aumentar a adoção de produtos e serviços de energia sustentável em contextos de deslocação, incluindo o poder do financiamento de carbono e os subsídios. | | | Atualmente, cerca de um milhão de pessoas continuam a ser afectadas por deslocações em Moçambique devido a conflitos e catástrofes. “Excluir as comunidades deslocadas da transição energética não é uma opção. Todos nós temos a ganhar com uma transição bem sucedida para a energia limpa. Ao garantir que estas comunidades tenham acesso à energia limpa, não só as capacitamos como também contribuímos para um futuro mais equitativo e sustentável para todos”, disse Sacha Nlabu, Chefe Adjunto da missão da OIM em Moçambique. | | | Saiba mais sobre esta iniciativa aqui. | | | | | | | | |
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