sexta-feira, 8 de março de 2024

UPDATE: Press Release: Over 110,000 Displaced in Mozambique Amidst Surging Violence as Needs Soar

 

Over 110,000 Displaced in Mozambique Amidst Surging Violence as Needs Soar

 

 

Megaruma Displacement Site hosts some of those who have been displaced. Photo: IOM 2024/María Toro

Geneva/Maputo, 8 March 2024 – More than 110,000 people have been displaced since end of last year (December 22) by the resurgence of attacks by Non-State Armed Groups in a distressing escalation of violence in Cabo Delgado Province, in northern Mozambique. This alarming figure represents the second-largest wave of displacement in Cabo Delgado province since the onset of the conflict in 2017, underscoring the deepening humanitarian crisis in the area.

The violence in Cabo Delgado has seen a horrifying increase, with affected communities bearing the brunt of these relentless attacks. "We left our village in Ocua, Chiure, in the dead of night, scared because of those attacks happening nearby. We didn't bring anything with us, just the clothes on our backs. It's not just me, there's nine of us from my family, including the little ones. We're all in this together, trying to stay safe and keep each other going," shares Carlota, a displaced woman.  

Responding to this humanitarian emergency, the International Organization for Migration (IOM) has been at the forefront, providing essential aid to over 22,000 recently displaced individuals. The organization's multifaceted approach includes managing displacement sites, delivering shelter, healthcare, mental health support, and coordinating a multifaceted response to meet the escalating needs. Despite these efforts, the magnitude of the crisis continues to outstrip available resources, highlighting a gap that urgently needs to be addressed. 

"In the face of this harrowing crisis, the International Organization for Migration stands resolute in our commitment to providing support to those affected.” explains Dr. Laura Tomm-Bonde, IOM Mozambique Chief of Mission. “The challenges we face in meeting the needs of the displaced are significant. Our resources, including essential items, are dwindling rapidly, threatening to leave thousands already in vulnerable at risk, including women, children, and the elderly."  

The escalating crisis has placed a considerable strain on IOM's Mobile Teams and Clinics, which are instrumental in providing health, nutrition, and psychosocial support across affected districts. The rising demand for mental health services and increased protection efforts against Gender-Based Violence and Sexual Exploitation and Abuse further compounds the urgency for enhanced support capabilities. 

Despite substantial on-the-ground efforts to accommodate new arrivals and ensure coordinated response efforts, a significant funding shortfall jeopardizes the continuation of essential services. With only 15% of the required $43 million under the Humanitarian Response Plan (HRP) 2024 secured, the looming risk of unmet needs could exacerbate an already critical situation.

As part of the Joint Response Programme (JRP) in partnership with the World Food Programme (WFP) and the United Nations Children's Fund (UNICEF), Emergency Household Item comprising of shelter tarps, blankets, mosquito nets, kitchen sets, and sleeping mats have been distributed to 1,255 households. Additionally, food and hygiene kits have been provided, though the demand far exceeds the available resources, highlighting the escalating needs amid this crisis. 

"The immediate and future needs of the displaced populations in Mozambique demand our collective attention and action," Dr. Tomm-Bonde reflects. "Beyond immediate relief, we are committed to addressing the root causes of the crisis and promote sustainable peace and development by combining humanitarian aid interventions with development, and peacebuilding initiatives." 

As Mozambique continues to face this daunting humanitarian emergency, IOM calls for swift and comprehensive action from the international community to alleviate the suffering of the displaced and to work towards sustainable solutions to the violence that has plagued the region since 2017. 

For more information, please contact:

Mozambique: Amanda Nero, anero@iom.int

Pretoria:  Abibo Ngandu, angandu@iom.int 

Geneva: Kennedy Okoth, kokoth@iom.int 

 

        

 

 

 

Mais de 110,000 Deslocados em Moçambique devido a violência e ao aumento das necessidades

 

 

O centro de deslocados de Megaruma abriga algumas das pessoas deslocadas. Foto: OIM 2024/María Toro

Genebra/Maputo, 8 de Março – Mais de 110,000 pessoas foram deslocadas desde o final do ano passado (22 de Dezembro) devido ao ressurgimento dos ataques pelos Grupos Armados Não Estatais numa escalada da violência na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Este número alarmante representa a segunda maior onda de deslocação na província de Cabo Delgado desde o início do conflicto em 2017, salientando o aprofundamento da crise humanitária na área.

A violência em Cabo Delgado registou um aumento alarmante, levando as comunidades afectadas a sofrer as consequências destes ataques. "Saímos da nossa aldeia em Ocua, Chiure, durante a noite, assustados por causa dos ataques que estavam a acontecer nas redondezas. Não levámos nada connosco, apenas a roupa que trazíamos vestida. Não sou só eu, a minha família tem nove pessoas, incluindo os mais pequenos. Estamos todos aqui juntos, a tentar manter-nos em segurança e a tentar sobreviver entre nós", partilha Carlota, uma mulher deslocada. 

Perante esta emergência humanitária, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem estado na linha da frente, fornecendo ajuda essencial a mais de 22.000 pessoas recentemente deslocadas. A abordagem multifacetada da organização inclui a gestão dos centros de acolhimento, a disponibilização de abrigos, cuidados de saúde, apoio à saúde mental e a coordenação de uma resposta multifacetada para satisfazer as necessidades em expansão. Apesar destes esforços, a magnitude da crise continua a ultrapassar os recursos disponíveis, evidenciando uma lacuna que precisa urgentemente de ser preenchida. 

"Confrontada com esta crise, a Organização Internacional para as Migrações mantém-se firme no seu compromisso em prestar apoio às pessoas afectadas", explica a Dra. Laura Tomm-Bonde, Chefe de Missão da OIM em Moçambique. "Os desafios que enfrentamos para satisfazer as necessidades dos deslocados são significativos. Os nossos recursos, incluindo artigos essenciais, estão a diminuir rapidamente, ameaçando deixar em risco milhares de pessoas já vulneráveis, incluindo mulheres, crianças e idosos." 

A intensificação da crise colocou uma pressão considerável sobre as equipas e clínicas móveis da OIM, que são fundamentais para a prestação de apoio sanitário, nutricional e psicossocial nos distritos afectados. A crescente procura de serviços de saúde mental e o aumento dos esforços de protecção contra a violência baseada no género e a exploração e abuso sexual agravam ainda mais a necessidade de reforçar as capacidades de apoio. 

Apesar dos esforços consideráveis desenvolvidos no terreno para acolher os recém-chegados e assegurar a coordenação dos esforços de resposta, um défice de financiamento significativo ameaça a continuação dos serviços essenciais. Com apenas 15% dos 43 milhões de dólares necessários ao abrigo do Plano de Resposta Humanitária (PRH) para 2024 assegurados, o risco iminente de necessidades não satisfeitas pode agravar uma situação que neste momento já é crítica. 

Em parceria com o Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), no âmbito do Programa de Resposta Conjunta (JRP), foram distribuídos a 1 255 familias artigos domésticos de emergência, incluindo lonas para abrigos, cobertores, redes mosquiteiras, conjuntos de cozinha e colchões para dormir. Além disso, foram fornecidos kits de alimentação e de higiene, embora a procura exceda largamente os recursos disponíveis, o que evidencia a intensificação das necessidades no meio desta crise. 

"As necessidades imediatas e futuras das populações deslocadas em Moçambique exigem a nossa atenção e acções colectivas", reflete a Dra. Tomm-Bonde. "Para além da ajuda imediata, estamos empenhados em combater a origem da crise e em promover a paz e o desenvolvimento sustentável, através da articulação das intervenções de ajuda humanitária com iniciativas de desenvolvimento e de consolidação da paz." 

Enquanto Moçambique continua a enfrentar uma emergência humanitária preocupante, a OIM apela ao envolvimento da comunidade internacional para aliviar o sofrimento dos deslocados e trabalhar no sentido de encontrar soluções sustentáveis para a violência que tem assolado a região desde 2017. 

Para mais informações, por favor contacte: 

Moçambique: Amanda Nero, anero@iom.int 

Pretória: Abibo Ngandu, angandu@iom.int 

Genebra: Kennedy Okoth, kokoth@iom.int 

 


 
       

 

 

 

 

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